Toma chocolate, paga lo que debes!!

N°.20141222

Por: Luciano Palumbo

Cuba Impactante! Ilha reúne cultura, história, alegria e curiosidades em torno da revolução

Vista do Capitólio de Havana, desde o Forte Las Cabañas

Pela segunda vez viajo para a ilha de Fidel a trabalho. E essa música, não me saiu da cabeça ainda. Era cantada por toda parte, até pelos meus companheiros de viagens. Trilha sonora do “busão” em Cuba! Por isso, o merecido título.

Mas, desde que cheguei a recepção foi a mesma, como se nunca houvesse pisado ali. Já no desembarque do aeroporto internacional José Martí era possível sentir o calor e a alegria do povo cubano . Ao som dos melhores clássicos da salsa, mambo, rumba ou chá chá chá e já provando o “morrito” tradicional da ilha era factível entender a cultura, conhecer os costumes e vivenciar experiências incríveis com menos de 15 minutos de estada naquele país.

Chegada dos agentes e participantes do Nastur Cuba, em HavanaAinda no aeroporto, a troca da moeda impressiona. O CUC [peso conversível cubano] é mais forte que o dólar, opção para a “cara” Havana são os euros. Valem mais, mas não muito. O embargo, no entanto, ainda vigora e impossibilita alguns deleites, mas é possível tomar uma Coca-Cola [produzida no México] nos principais hotéis e restaurantes da cidade.

DSC_7655Parada indispensável para qualquer pessoa que visite o país, Havana impressiona dos dois lados. Positivamente pela sensação de realmente estar de volta aos anos 1950, com carros antigos e coloridos pelas ruas, cercadas de prédios ainda praticamente da mesma forma que foram deixados na época da revolução, em 1959. Negativamente, a pobreza de um povo que vive com base em 27 CUCs ao mês, e a falta de desenvolvimento, infraestrutura se misturam as bem sucedidas áreas da educação e saúde garantidas pelo Comandante.

DSC_2120Ainda com alegria, os olhares e a movimentação dos turistas se funde aos encantos da população que, nas ruas, esbanja criatividade para atrair CUCs em troca de fotos, caricaturas, livros. A economia ali já não é mais consumista. O escambo passa a fazer parte da cultura de um povo que busca sabonetes, roupas, colares, brincos chicletes de menta em troca de artesanato local.

Artesanato loca Solange SatieA história de Havana é regada à revolução, a imagens de Fidel, Che Guevara, José Martí e Camilo Cienfuegos e combinam nostalgia e entusiasmo, contraste total com os destinos de Varadero e Cayo Blanco, onde o turismo é a principal fonte de receita da economia do país e as coisas são bem mais acessíveis por ali.

DSC_7699A visita vale no máximo três noites. Nela, inclua no roteiro a Plaza de la Revolución, onde é impossível não sentir a forte energia da revolução comunista na ilha. A praça abriga uma torre de 129 metros em seu centro e de onde se tem a melhor visão do prédio do Ministerio del Interior, com um gigante desenho do líder argentino Che Guevara e a frase “Hasta la Victoria Siempre”. Ao Lado, a figura de Camilo Cienfuegos, grande protagonista da revolução cubana.

Em La Habana Vieja, reserve um dia inteiro para se perder nas ruas, tomar um sorvete sentado no banco da praça e caminhar pelo Malecón durante o pôr-do-sol, tomar um “daiquiri” no La Floridita, casa e reduto do escritor Ernest Hemingway, conhecer uma fábrica de charutos e tomar mais um “morrito” ao som de Guantanamera ou Chan Chan, clássico do Buena Vista Social Club.

DSC_8016Afinal, a principal atração de Havana é a própria cidade. Permita-se, ali, esquecer do tempo, desconectar-se de seu iphone ou android. Converse, leia, busque a cultura enraizada nos cubanos, aprenda, discuta política comunista, deixe de lado os preconceitos e simplesmente viva tudo isso. Por mais que não tenha tempo suficiente para entendê-la, senti-la por um dia resultará numa memória de experiências únicas.

Logo mais, teremos Varadero e Cayo Blanco. Viva Cuba, impactante!

Ouçam!!!

* crédito de fotos: Solange Satie

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