Brodowski (SP) possui Museu Ferroviário

Data: 02/09/2018

Por: Da Redação

“O surgimento da cidade de Brodowski está ligada aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século 19.”

O prédio da antiga estação ferroviária de Brodowski: a partir desta construção a cidade foi fundada

CLAUDIO SCHAPOCHNIK
Enviado a Brodowski/SP

Além do Museu Casa de Portinari, fundado em 1970 e que aborda vários aspectos da vida do artista brasileiro Cândido Portinari (1903-1962), a pequena cidade de Brodowski (cuja população pronuncia não sei porque “Brodoski”), tem um outro museu que conta as origens do município por meio da ferrovia. Há ainda outros pontos turísticos para conhecer no lugar.

Brodowski dista apenas 38 quilômetros de Ribeirão Preto, no norte do Estado de São Paulo. A Viação São Bento, que opera várias saídas por dia da rodoviária ribeirãopretana, une as duas cidades por uma tarifa de R$ 4,90 cada trecho. Na ida a viagem levou uma hora – de terminal a terminal – e na volta, 45 minutos.

Outro ângulo da antiga estação ferroviária da cidade, que abriga o Museu Ferroviário: nome polonês vem de um engenheiro da Cia. Mogiana nascido no país europeu de cultura eslava

Bandeiras utilizadas na sinalização pelos fiscais da ferrovia: relíquia no museu

Pintura mostra como era a estação no início

Pequena cidade com pouco mais de 23 mil habitantes (IBGE, 2014), Brodowski tem a história ligada à produção cafeeira e à expansão da ferrovia para transportar os grãos de café ao porto de Santos (SP). Leia abaixo o texto contido no site da Prefeitura Municipal local:

“O surgimento da cidade de Brodowski está ligada aos projetos de expansão da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, no final do século 19. Em 1873 foi iniciada a construção da ferrovia Campinas a Mogi-Mirim, com ramal até a cidade de Amparo, e, mais tarde, até às margens do Rio Grande, passando por Casa Branca e Franca.

Os trilhos cortaram as terras da Fazenda Belo Monte, entre Jardinópolis e Batatais, após a inauguração da estação de Batatais em 3 de outubro de 1886 com a presença do imperador Dom Pedro 2° e sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina. O dono da fazenda, coronel Lúcio Eneas de Melo Fagundes, propôs à companhia a doação de área em suas terras para a construção de uma estação, ação apoiada pelos vizinhos do coronel. A Cia. Mogiana recebeu com simpatia a ideia. O inspetor-geral da empresa na época, o engenheiro polonês Alexandre Brodowski foi o responsável pelo encaminhamento do pedido e pela construção da estação e em 5 de setembro de 1894 era inaugurada a estação com armazém e pátio de manobras que recebeu seu nome em homenagem.

No local da estação começou a crescer um povoado, que viria a ser o município de Brodowski. A emancipação da localidade, elevada à categoria de município, se deu por meio da Lei 1.381, em 22 de agosto de 1913. Na oportunidade, era presidente do Estado – nome da época para governador de Estado – Francisco de Paula Rodrigues Alves e secretário do Interior, Altino Arantes.”

Tabela usada para marcar os horários

Peça de ferromodelismo no museu

Brasão da cidade: a importância da ferrovia

Em 1930, as fazendas no município reúniam mais de 5 milhões de pés de café. Com a crise, o café foi dando lugar à cana-de-açúcar. Em relação à ferrovia, o trem de passsageiros operaou até 1976 e o de cargas, até 1980. Oito anos mais tarde, os trilhos foram retirados da cidade.

O Museu Ferroviário funciona onde era antiga estação, ao lado de onde para o ônibus que vem/vai para Ribeirão Preto. Possui mapas, objetos e equipamentos originais. É bem singelo e guarda a memória de um tempo onde a ferrovia era valorizada no País – e somente é lembrada da importância quando há greve dos caminhoneiros. A entrada é gratuita.

Além do Museu Casa de Portinari e do Museu Ferroviário, Brodowski guarda ainda outras atrações, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida e pontos relativos à participação de pracinhas da cidade na Segunda Guerra Mundial.

Há ainda um coreto erguido em 1922, na Praça Martin Moreira, que oferecia serviço de alto falante. Era produzido pelo jornalista Lauro J. de Almeida Pinto entre 1940 e 1982, cuja redação e equipamentos ficavam no térreo do coreto. Coisas interessantes e peculiares de uma pequena cidade do interior.

Junto ao museu, esculturas destacam os trabalhadores na indústria do café

Monumentos em lembrança aos pracinhas da cidade…

…e canhão de 76 mm utilizado pela Marinha de Guerra no Brasil na Segunda Guerra Mundial

O coreto que tinha serviço de alto falante

A Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida

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